Ser um bom desenvolvedor(a) front-end hoje vai muito além de codar com a última framework do mercado. As empresas procuram profissionais completos, que entreguem mais do que interfaces bonitas — entreguem experiências reais.
O que define o dev front-end que as empresas querem?
UX/UI na prática: Não é só saber HTML e CSS — é entender como o usuário pensa e sente. Design não é decoração, é usabilidade e experiência.
Domínio de Figma: Saber ler, editar e transformar protótipos em código real. Figma virou o idioma universal do design digital.
Ferramentas além do Figma:
Photoshop: Para edição de imagens, mockups e tratamento visual.
Illustrator: Para trabalhar com vetores, ícones e logos responsivos.
After Effects: Para animações e microinterações modernas em UI.
Inglês técnico: Entender documentação, Stack Overflow, bibliotecas e colaborar com times globais.
Stack afiada: Domínio sólido da stack principal — React, Vue.js ou qualquer outra — mas com vontade de aprender novas tecnologias.
Resolução de problemas: Mais importante do que frameworks é a capacidade de pensar, solucionar e evoluir.
Boa comunicação: Saber colaborar com designers, produto e explicar problemas técnicos de forma simples é essencial.
Mais do que codar — é entregar
No final, o dev front-end ideal é aquele que entrega valor. Que entende o usuário, o design, o time e o produto. Que vê além da tela.
“Ferramentas mudam. Linguagens evoluem. Mas a capacidade de resolver problemas e criar boas experiências é o que fica.”
Quer saber mais sobre como se preparar para ser o dev que o mercado procura? Continue acompanhando o blog — novos artigos toda semana!
Quem nunca voltou para um código meses depois e pensou:
“Que inferno é esse?”
Depois de anos codando projetos de todos os tamanhos, desenvolvi um processo próprio para estruturar cada projeto que começo. Neste artigo, compartilho meu estilo de programação — da documentação inicial às boas práticas no código e gestão do projeto.
Documentação: antes de escrever a primeira linha de código
Antes de qualquer comando no terminal, eu crio um documento PDF onde descrevo o projeto:
Visão geral do sistema
Descrição dos fluxos principais
Funcionalidades essenciais
Modelagem inicial do banco de dados
Depois disso, passo para diagramas e modelagens (como ERD – Entity Relationship Diagram) e crio os protótipos das telas usando o Figma.
Back-end: organização, padrão e clareza
Sou especialista em PHP e adoto o padrão PSR-12 para manter o código limpo e consistente. Minhas práticas incluem:
Comentários estratégicos nos pontos críticos do código, explicando decisões complexas.
Documentação de APIs com Swagger, automatizando a geração de documentação técnica.
Variáveis em inglês e camelCase como padrão de nomenclatura.
Retornos em inglês ou português dependendo da necessidade do projeto (pensando em whitelabel).
Modelagem de banco de dados relacional com relacionamentos claros e integridade referencial.
Arquitetura MVC para organização e escalabilidade.
Front-end: organização e modularidade
No front-end, minha filosofia é separar bem os blocos de código CSS:
Botões, títulos, formulários e animações recebem estilos específicos e modularizados.
Uso frameworks como Vuetify ou Bootstrap quando o projeto exige agilidade e consistência visual.
Organização: produtividade e rastreabilidade
Para organizar tarefas e acompanhar o progresso do projeto, utilizo o Jira. Isso ajuda a:
Documentar decisões tomadas.
Organizar sprints e tarefas.
Registrar históricos para auditorias futuras.
Repositório: controle de versão e organização
Todo projeto que desenvolvo é versionado com Git e hospedado no GitHub ou GitLab. Minhas práticas de repositório incluem:
Commits pequenos e frequentes, sempre com mensagens claras e padronizadas ([tipo]: descrição — exemplo: feat: criar endpoint de login).
Uso de branches para desenvolvimento de features, correções e testes (feature/, fix/, hotfix/).
README.md completo explicando como rodar o projeto, configurações e instruções básicas de deploy.
Licença e arquivo de contribuição (LICENSE e CONTRIBUTING.md), quando o projeto é open source ou colaborativo.
Documentação gerada e linkada (Swagger para APIs, Storybook para front-end).
Tiago’s Code Style: meu manifesto de boas práticas
📚 Documentação inicial antes do primeiro commit.
🧠 Código seguindo PSR-12 e princípios SOLID.
🐫 Nomenclatura em inglês e padrão camelCase.
🛡️ APIs documentadas com Swagger.
🏛️ Modelagem e relacionamento de bancos de dados robustos.
🎨 CSS modularizado e organizado por componentes.
📋 Jira para gestão e rastreabilidade.
📚 Repositórios Git bem documentados e versionados.
“Código não é só para rodar. Código é para durar.”
Esse é o meu jeito de construir software. E você? Qual é o seu estilo de programação?